NAD+: O Que É, Para Que Serve e Como Repor
Alma Clinic | @almaclinic.med Limeira — SP Become your best self.
Aquele cansaço que não passa — e se não for "só estresse"?
Você dorme, mas acorda cansado. Faz tudo certo — tenta se alimentar bem, se exercitar quando dá, controlar a rotina — e mesmo assim tem a sensação de que seu corpo está operando em câmera lenta. A memória falha em momentos bobos. A disposição de cinco anos atrás parece pertencer a outra pessoa.
Você vai ao médico. Os exames "estão normais". E ouve aquela frase: "Pode ser estresse."
Pode ser. Mas também pode ser algo que a medicina convencional raramente investiga — e que a ciência da longevidade tem estudado com intensidade crescente nos últimos anos: o declínio dos níveis de NAD+ nas suas células.
Eu sou a Dra. Natália Menezes, geriatra e médica de longevidade da Alma Clinic. E quero te explicar, de forma clara e honesta, o que a ciência já sabe — e o que ainda está investigando — sobre essa molécula que pode estar no centro do seu cansaço, do seu envelhecimento e, potencialmente, da sua saúde futura.
Sem hype. Sem promessas milagrosas. Com ciência.
O que é NAD+?
NAD+ é a sigla para nicotinamida adenina dinucleotídeo (nicotinamide adenine dinucleotide, em inglês). É uma coenzima presente em todas as células vivas do corpo humano — literalmente em cada uma delas.
Se você nunca ouviu falar em NAD+, não se preocupe. Apesar de ter sido descoberto em 1906 pelos bioquímicos Arthur Harden e William John Young, o NAD+ passou a maior parte do século XX como um "figurante" nos livros de bioquímica — importante, mas pouco estudado fora dos laboratórios (1).
Isso mudou radicalmente nas últimas duas décadas. Hoje, o NAD+ é considerado uma das moléculas mais relevantes para a compreensão do envelhecimento biológico e está no centro de pesquisas publicadas nas revistas científicas mais rigorosas do mundo, como Cell, Nature e Science (2, 3, 4).
NAD+ em uma frase
NAD+ é a molécula que suas células usam para transformar alimento em energia, reparar o DNA danificado e regular os processos que determinam a velocidade com que você envelhece.
Sem NAD+ suficiente, suas células simplesmente não funcionam direito. E "não funcionar direito" se traduz em cansaço, inflamação crônica, perda cognitiva, envelhecimento acelerado e maior vulnerabilidade a doenças.
Para que serve o NAD+? As 3 funções essenciais
O NAD+ participa de centenas de reações bioquímicas no organismo. Para simplificar, vamos focar nas três funções que mais impactam sua saúde e sua longevidade.
1. Produção de energia celular (metabolismo mitocondrial)
Suas mitocôndrias — as "usinas de energia" dentro de cada célula — dependem diretamente do NAD+ para funcionar.
O NAD+ atua como um transportador de elétrons na cadeia respiratória mitocondrial. Em termos simples: ele recebe elétrons dos nutrientes que você consome (carboidratos, gorduras, proteínas), transporta esses elétrons pelas etapas da cadeia respiratória e, ao final do processo, permite que a célula produza ATP — a moeda energética universal do corpo (5).
Sem NAD+ suficiente:
- A produção de ATP diminui
- As mitocôndrias se tornam menos eficientes
- Você sente fadiga, mesmo sem motivo aparente
- O metabolismo desacelera
É como se sua usina de energia estivesse funcionando com metade da capacidade. A luz não apaga, mas tudo fica mais fraco, mais lento, mais difícil.
2. Reparo do DNA (enzimas PARP)
Seu DNA sofre danos constantemente — por exposição solar, poluição, estresse oxidativo, processos metabólicos normais. Estima-se que cada célula sofra entre 10.000 e 100.000 lesões no DNA por dia (6).
Quem repara esses danos? Um grupo de enzimas chamadas PARP (poly ADP-ribose polymerase), especialmente a PARP-1. E para funcionar, as PARPs precisam consumir NAD+ como substrato (7).
Quando os níveis de NAD+ estão baixos:
- O reparo do DNA fica comprometido
- Mutações se acumulam
- O risco de doenças associadas ao envelhecimento aumenta
- O processo de senescência celular (células "velhas" que param de funcionar mas não morrem) se intensifica
3. Regulação da longevidade celular (sirtuínas)
Talvez a função mais fascinante do NAD+: ele é o combustível das sirtuínas.
As sirtuínas são uma família de sete proteínas (SIRT1 a SIRT7) que funcionam como "reguladoras mestras" do envelhecimento celular. Elas controlam processos como (8, 9):
- Expressão gênica — quais genes são ativados ou silenciados
- Inflamação — regulação de vias inflamatórias como NF-kB
- Metabolismo — eficiência no uso de energia
- Resistência ao estresse — capacidade da célula de se adaptar a agressões
- Autofagia — "reciclagem" de componentes celulares danificados
O Dr. David Sinclair, professor de genética na Harvard Medical School e um dos maiores pesquisadores do campo, descreveu as sirtuínas como os "guardiões do genoma" — e o NAD+ como o combustível sem o qual esses guardiões não conseguem trabalhar (10).
Sem NAD+, as sirtuínas ficam inativas. Sem sirtuínas ativas, a célula envelhece mais rápido.
[SUGESTÃO DE INFOGRÁFICO: O Ciclo do NAD+ na Célula]
Por que o NAD+ diminui com a idade?
Aqui está o problema central — e o motivo pelo qual essa molécula se tornou tão relevante na medicina de longevidade.
O declínio é real e mensurável
Estudos publicados em periódicos como Cell Metabolism e Nature Aging demonstraram que os níveis de NAD+ no corpo humano diminuem progressivamente com a idade. Algumas pesquisas sugerem uma redução de até 50% entre os 40 e 60 anos em determinados tecidos (11, 12).
Esse declínio não é uniforme — ele varia entre órgãos, indivíduos e estilos de vida — mas é consistente o suficiente para ser considerado uma característica do envelhecimento biológico.
Por que isso acontece?
O declínio do NAD+ com a idade resulta de uma combinação de fatores:
1. Aumento da atividade da enzima CD38
A CD38 é uma enzima que consome NAD+ e cuja atividade aumenta com a idade e com a inflamação crônica (a chamada inflammaging). Pesquisas publicadas em Nature Metabolism mostraram que a CD38 é uma das principais responsáveis pela queda dos níveis de NAD+ em mamíferos envelhecidos (13).
2. Aumento da demanda por reparo do DNA
Conforme envelhecemos, o dano ao DNA se acumula. As enzimas PARP trabalham mais intensamente, consumindo mais NAD+ no processo de reparo (7).
3. Diminuição da síntese de NAD+
A via de salvamento (salvage pathway), principal rota de reciclagem do NAD+ no corpo, torna-se menos eficiente com a idade. A enzima-chave dessa via, a NAMPT (nicotinamide phosphoribosyltransferase), tem sua expressão reduzida em tecidos envelhecidos (14).
4. Inflamação crônica de baixo grau
O estado inflamatório crônico que acompanha o envelhecimento ativa vias que consomem NAD+ e inibem sua produção, criando um ciclo vicioso (15).
O resultado prático
Imagine que seu corpo tem um "orçamento" de NAD+. Quando jovem, esse orçamento é farto — sobra para energia, reparo, regulação. Com a idade, o orçamento encolhe, mas as demandas aumentam. O resultado: suas células precisam escolher entre produzir energia, reparar o DNA ou manter as sirtuínas ativas. Não conseguem fazer tudo ao mesmo tempo.
Esse cenário de escassez celular está no centro do que muitos pesquisadores chamam de "teoria metabólica do envelhecimento" — e é por isso que a reposição de NAD+ se tornou uma das áreas mais promissoras da pesquisa em longevidade.
Precursores do NAD+: NMN e NR
Se o NAD+ diminui com a idade, a pergunta lógica é: podemos repor?
A resposta curta: sim, é possível — mas com nuances importantes.
O NAD+ em si é uma molécula grande demais para ser absorvida eficientemente por via oral na maioria dos tecidos. Por isso, a ciência se concentrou nos precursores — moléculas menores que o corpo converte em NAD+ (16).
Os dois precursores mais estudados são:
NMN (Nicotinamida Mononucleotídeo)
- O que é: Um precursor direto do NAD+. O corpo converte NMN em NAD+ em uma única etapa enzimática.
- Pesquisas-chave: Estudos conduzidos pelo grupo do Dr. Shin-ichiro Imai (Washington University) demonstraram que a suplementação de NMN em camundongos envelhecidos restaurou os níveis de NAD+ e melhorou marcadores metabólicos, sensibilidade insulínica e função vascular (17). Em 2024, um estudo publicado no New England Journal of Medicine — Evidence avaliou a suplementação de NMN em humanos e observou aumento nos níveis sanguíneos de NAD+ (18).
- Forma: Disponível em cápsulas orais e em formulações sublinguais.
NR (Nicotinamida Ribosídeo)
- O que é: Outra forma de vitamina B3 que o corpo converte em NAD+, passando por NMN como intermediário.
- Pesquisas-chave: O NR foi extensivamente estudado pelo grupo do Dr. Charles Brenner (City of Hope National Medical Center), que identificou essa molécula como precursor eficiente de NAD+ (19). Estudos clínicos em humanos, como o CHROMADID trial, demonstraram que o NR aumenta os níveis de NAD+ no sangue de forma dose-dependente e é bem tolerado (20).
- Forma: Disponível como suplemento oral (marcas como Niagen/Tru Niagen possuem status GRAS — Generally Recognized As Safe — pela FDA).
NMN vs. NR: qual é melhor?
Essa é uma pergunta que a ciência ainda não respondeu definitivamente. Ambos os precursores elevam os níveis de NAD+ em humanos. As diferenças podem estar na biodisponibilidade, na distribuição tecidual e na eficiência de conversão — mas dados comparativos diretos em humanos ainda são escassos (16).
Ponto de honestidade: Na Alma Clinic, acreditamos que a escolha entre NMN e NR deve ser individualizada, baseada no perfil clínico de cada paciente, nos objetivos terapêuticos e nas evidências mais recentes. Não existe "o melhor" universal.
Formas de reposição de NAD+
Além dos precursores orais, existem outras estratégias sendo utilizadas e estudadas:
1. Suplementação oral (NMN ou NR)
- Vantagens: Conveniente, não invasivo, boa tolerabilidade documentada
- Dosagens estudadas: 250 mg a 1.200 mg/dia para NMN; 300 mg a 1.000 mg/dia para NR (variam conforme o estudo)
- Evidências: Múltiplos estudos clínicos em humanos demonstraram aumento nos níveis de NAD+ sanguíneo (18, 20, 21)
- Limitações: Ainda há debate sobre a biodisponibilidade oral e a distribuição tecidual real
2. Infusão intravenosa (NAD+ IV)
- O que é: Administração direta de NAD+ por via endovenosa, geralmente em sessões de 2 a 4 horas
- Vantagens: Bypass da absorção intestinal, entrega direta à corrente sanguínea
- Evidências: Estudos preliminares sugerem aumento rápido nos níveis plasmáticos de NAD+ (22). No entanto, a base de evidências clínicas robustas (ensaios clínicos randomizados, controlados e com poder estatístico adequado) ainda é limitada
- Limitações: Custo elevado, necessidade de ambiente clínico, possíveis efeitos colaterais durante a infusão (rubor, náusea, desconforto), e questões sobre quanto do NAD+ infundido realmente chega aos tecidos-alvo
3. Estratégias não farmacológicas (que você pode começar hoje)
A ciência também mostra que hábitos de vida influenciam diretamente os níveis de NAD+:
-
Exercício físico: Estudos demonstraram que o exercício aeróbico e o treinamento de força aumentam a expressão de NAMPT, a enzima-chave da via de salvamento do NAD+ (23). O exercício é, até o momento, a intervenção com melhor evidência para manutenção dos níveis de NAD+.
-
Restrição calórica e jejum intermitente: Ativam vias metabólicas (como AMPK e sirtuínas) que favorecem a produção e a conservação de NAD+ (24).
-
Sono de qualidade: O NAD+ oscila em ritmo circadiano. Disrupção do sono está associada a alterações no metabolismo do NAD+ (25).
-
Redução da inflamação crônica: Como a CD38 (que consome NAD+) é ativada pela inflamação, estratégias anti-inflamatórias — alimentação equilibrada, controle do estresse, atividade física — ajudam indiretamente a preservar o NAD+ (13).
O que a ciência já sabe — e o que ainda está investigando
Este é o ponto onde preciso ser completamente transparente com você. É aqui que a medicina de longevidade responsável se separa do marketing de suplementos.
O que já é bem estabelecido
- O NAD+ é essencial para a função celular, produção de energia, reparo do DNA e atividade das sirtuínas (2, 5, 8)
- Os níveis de NAD+ diminuem com a idade em humanos e em modelos animais (11, 12)
- Os precursores NMN e NR são capazes de elevar os níveis de NAD+ no sangue humano (18, 20, 21)
- Os precursores são bem tolerados nas dosagens estudadas, com perfil de segurança favorável nos estudos clínicos realizados até o momento (20, 21)
- Exercício físico é uma intervenção comprovada para manter os níveis de NAD+ (23)
O que é promissor mas ainda precisa de mais evidências
- Benefícios clínicos concretos da suplementação em humanos: A maioria dos benefícios impressionantes (melhora cognitiva, reversão de marcadores de envelhecimento, proteção cardiovascular) foi demonstrada em modelos animais (camundongos). Em humanos, os estudos clínicos ainda são de curto prazo, com amostras pequenas e desfechos primariamente bioquímicos (níveis de NAD+), não clínicos (redução de doenças, aumento de longevidade) (16)
- Dose ideal, duração do tratamento e população-alvo: Ainda não há consenso sobre qual dose, por quanto tempo e para quem a suplementação de NAD+ traz mais benefício
- Segurança a longo prazo: Os estudos clínicos existentes acompanharam pacientes por semanas a poucos meses. Não temos dados de segurança de 5, 10 ou 20 anos de uso contínuo
- Comparação entre vias de administração: Faltam estudos comparativos robustos entre oral, sublingual e intravenoso em termos de eficácia clínica
O que ainda é especulação
- Que a suplementação de NAD+ "reverte o envelhecimento" em humanos
- Que doses altas são necessariamente melhores que doses baixas
- Que a reposição de NAD+ substitui hábitos de vida saudáveis
Minha posição como médica: O NAD+ é uma das áreas mais empolgantes da pesquisa em longevidade. As evidências pré-clínicas são extraordinárias e os dados iniciais em humanos são encorajadores. Mas estamos no início da jornada clínica. Na Alma Clinic, utilizamos a reposição de NAD+ dentro de um protocolo individualizado e baseado em evidências, sempre como parte de uma estratégia integrada — nunca como solução isolada.
Quem pode se beneficiar da avaliação dos níveis de NAD+?
Embora a pesquisa ainda esteja em evolução, a avaliação e a potencial reposição de NAD+ podem ser particularmente relevantes para:
- Pessoas acima de 40 anos com fadiga persistente sem causa clínica identificada
- Pacientes com síndrome metabólica ou resistência insulínica
- Indivíduos com declínio cognitivo subjetivo (sensação de "cabeça mais lenta")
- Pessoas com inflamação crônica de baixo grau documentada
- Pacientes em programas de longevidade que buscam otimização da função celular
- Indivíduos com estresse oxidativo elevado (tabagistas, exposição a poluentes, atletas de alta performance)
Importante: A reposição de NAD+ não substitui a investigação clínica completa. Cansaço crônico pode ter dezenas de causas — de hipotireoidismo a deficiência de ferro, de apneia do sono a transtornos de humor. Na Alma Clinic, o check-up de longevidade é sempre o ponto de partida.
Perguntas frequentes (FAQ)
O NAD+ é um suplemento ou um medicamento?
O NAD+ em si não é classificado como medicamento no Brasil. Os precursores (NMN e NR) são comercializados como suplementos em alguns países. No Brasil, a disponibilidade e a regulamentação podem variar, e a prescrição deve ser feita por médico habilitado. A infusão intravenosa de NAD+ é um procedimento médico que deve ser realizado em ambiente clínico.
A suplementação de NAD+ tem efeitos colaterais?
Nos estudos clínicos publicados, os precursores NMN e NR foram bem tolerados nas dosagens testadas. Efeitos colaterais relatados incluíram desconforto gastrointestinal leve em alguns participantes. A infusão intravenosa pode causar rubor facial, náusea e desconforto torácico durante a administração (20, 22). Qualquer reposição deve ser acompanhada por médico.
Quanto tempo demora para sentir os efeitos?
Não existe resposta universal. A elevação dos níveis sanguíneos de NAD+ pode ser documentada laboratorialmente em dias a semanas. Quanto a benefícios subjetivos (energia, disposição, clareza mental), os relatos na prática clínica variam entre semanas e meses — mas é importante lembrar que relatos subjetivos não são evidência científica robusta, e o efeito placebo é real.
Posso tomar NMN ou NR por conta própria?
Não recomendamos. Embora os precursores de NAD+ tenham perfil de segurança favorável nos estudos existentes, a suplementação deve ser contextualizada dentro do seu quadro clínico completo. Interações com medicamentos, condições pré-existentes e a escolha da dose adequada exigem avaliação médica. Além disso, a qualidade dos suplementos disponíveis no mercado varia enormemente.
NAD+ é a mesma coisa que vitamina B3?
Não exatamente, mas estão relacionados. A vitamina B3 (niacina ou niacinamida) é um precursor do NAD+, assim como o NMN e o NR. Todos são formas de vitamina B3 em sentido amplo, mas diferem na eficiência de conversão em NAD+ e no perfil de efeitos colaterais. A niacina em altas doses, por exemplo, causa o característico flushing (vermelhidão e calor), o que não ocorre com NMN e NR (16).
O NAD+ ajuda na saúde mental?
Pesquisas pré-clínicas sugerem que o NAD+ desempenha papel na função neuronal e na neuroproteção, com potenciais implicações para condições como depressão e neurodegeneração (26). No entanto, as evidências clínicas em humanos para o uso de NAD+ em saúde mental ainda são muito preliminares. Na Alma Clinic, contamos com o Dr. Lucas Menezes, psiquiatra, para a avaliação integrada de questões de saúde mental — porque longevidade também é saúde emocional.
NAD+ e saúde cardiovascular: existe relação?
Estudos em modelos animais sugerem que o NAD+ desempenha papel na proteção vascular e na função cardíaca (27). A relação entre NAD+, metabolismo e saúde cardiovascular é uma área ativa de pesquisa. Na Alma Clinic, o Dr. Frederico Menezes, cardiologista, integra a avaliação cardiovascular ao protocolo de longevidade para uma visão completa da sua saúde.
NAD+ e estética: a conexão que poucos falam
O envelhecimento da pele não é apenas superficial — ele reflete processos celulares profundos, e o NAD+ está envolvido em vários deles.
As sirtuínas ativadas pelo NAD+ (especialmente SIRT1 e SIRT3) participam da proteção contra o estresse oxidativo, da regulação da inflamação cutânea e da manutenção da função mitocondrial nos fibroblastos — as células que produzem colágeno (28).
Embora ainda não existam estudos clínicos robustos demonstrando que a suplementação de NAD+ melhore a aparência da pele em humanos, a base biológica é sólida e conecta diretamente os cuidados de longevidade aos cuidados estéticos.
Na Alma Clinic, a Dra. Amanda Ribeiro, especialista em estética, trabalha de forma integrada com a equipe de longevidade — porque cuidar de fora sem cuidar de dentro é fazer pela metade.
O protocolo integrado da Alma Clinic
Na Alma Clinic, não acreditamos em soluções isoladas. O NAD+ é uma peça importante do quebra-cabeça da longevidade — mas é uma peça, não o quebra-cabeça inteiro.
Nosso protocolo de longevidade inclui:
- Avaliação clínica completa — história detalhada, exames laboratoriais ampliados, avaliação de composição corporal
- Investigação metabólica — marcadores de inflamação, estresse oxidativo, função mitocondrial, perfil hormonal
- Estratégia personalizada — que pode incluir reposição de NAD+ (oral ou IV), mas sempre dentro de um plano que envolve nutrição, exercício, sono, saúde mental e acompanhamento médico contínuo
- Equipe multidisciplinar — cardiologia, geriatria e longevidade, psiquiatria e estética trabalhando de forma integrada
Porque longevidade não é sobre uma molécula. É sobre um sistema.
Próximo passo
Se você chegou até aqui, provavelmente se identificou com algo que leu. O cansaço que ninguém explica. A sensação de que seu corpo não responde como antes. A curiosidade sobre o que a ciência pode oferecer para envelhecer melhor.
Agende uma consulta de avaliação na Alma Clinic.
Vamos investigar juntos o que está acontecendo — com ciência, com cuidado e sem promessas vazias.
Agendar minha consulta de longevidade →
Ou entre em contato pelo Instagram: @almaclinic.med
Alma Clinic — Limeira/SP Become your best self.
Referências Bibliográficas
-
Harden A, Young WJ. The alcoholic ferment of yeast-juice. Proceedings of the Royal Society of London. Series B. 1906;78(526):369-375.
-
Verdin E. NAD+ in aging, metabolism, and neurodegeneration. Science. 2015;350(6265):1208-1213. doi:10.1126/science.aac4854
-
Imai S, Guarente L. NAD+ and sirtuins in aging and disease. Trends in Cell Biology. 2014;24(8):464-471. doi:10.1016/j.tcb.2014.04.002
-
Rajman L, Chwalek K, Sinclair DA. Therapeutic potential of NAD-boosting molecules: the in vivo evidence. Cell Metabolism. 2018;27(3):529-547. doi:10.1016/j.cmet.2018.02.011
-
Ying W. NAD+/NADH and NADP+/NADPH in cellular functions and cell death: regulation and biological consequences. Antioxidants & Redox Signaling. 2008;10(1):179-206. doi:10.1089/ars.2007.1672
-
Lindahl T. Instability and decay of the primary structure of DNA. Nature. 1993;362(6422):709-715. doi:10.1038/362709a0
-
Bai P, Cantó C. The role of PARP-1 and PARP-2 enzymes in metabolic regulation and disease. Cell Metabolism. 2012;16(3):290-295. doi:10.1016/j.cmet.2012.06.016
-
Haigis MC, Sinclair DA. Mammalian sirtuins: biological insights and disease relevance. Annual Review of Pathology. 2010;5:253-295. doi:10.1146/annurev.pathol.4.110807.092250
-
Guarente L. Sirtuins, aging, and metabolism. Cold Spring Harbor Symposia on Quantitative Biology. 2011;76:81-90. doi:10.1101/sqb.2011.76.010629
-
Sinclair DA, LaPlante MD. Lifespan: Why We Age — and Why We Don't Have To. New York: Atria Books; 2019.
-
Massudi H, Grant R, Braidy N, et al. Age-associated changes in oxidative stress and NAD+ metabolism in human tissue. PLoS ONE. 2012;7(7):e42357. doi:10.1371/journal.pone.0042357
-
Zhu XH, Lu M, Lee BY, Ugurbil K, Chen W. In vivo NAD assay reveals the intracellular NAD contents and redox state in healthy human brain and their age dependences. Proceedings of the National Academy of Sciences. 2015;112(9):2876-2881. doi:10.1073/pnas.1417921112
-
Camacho-Pereira J, Tarragó MG, Chini CCS, et al. CD38 dictates age-related NAD decline and mitochondrial dysfunction through an SIRT3-dependent mechanism. Cell Metabolism. 2016;23(6):1127-1139. doi:10.1016/j.cmet.2016.05.006
-
Yoshino J, Mills KF, Yoon MJ, Imai S. Nicotinamide mononucleotide, a key NAD+ intermediate, treats the pathophysiology of diet- and age-induced diabetes in mice. Cell Metabolism. 2011;14(4):528-536. doi:10.1016/j.cmet.2011.08.014
-
Chini CCS, Tarragó MG, Chini EN. NAD and the aging process: role in life, death and everything in between. Molecular and Cellular Endocrinology. 2017;455:62-74. doi:10.1016/j.mce.2016.11.003
-
Yoshino J, Baur JA, Imai S. NAD+ intermediates: the biology and therapeutic potential of NMN and NR. Cell Metabolism. 2018;27(3):513-528. doi:10.1016/j.cmet.2017.11.002
-
Mills KF, Yoshida S, Stein LR, et al. Long-term administration of nicotinamide mononucleotide mitigates age-associated physiological decline in mice. Cell Metabolism. 2016;24(6):795-806. doi:10.1016/j.cmet.2016.09.013
-
Yi L, Maier AB, Tao R, et al. The efficacy and safety of nicotinamide mononucleotide (NMN) supplementation in healthy middle-aged adults: a randomized, multicenter, double-blind, placebo-controlled, parallel-group, dose-dependent clinical trial. GeroScience. 2023;45(1):29-43. doi:10.1007/s11357-022-00705-1
-
Bieganowski P, Brenner C. Discoveries of nicotinamide riboside as a nutrient and conserved NRK genes establish a Preiss-Handler independent route to NAD+ in fungi and humans. Cell. 2004;117(4):495-502. doi:10.1016/S0092-8674(04)00416-7
-
Martens CR, Denman BA, Mazzo MR, et al. Chronic nicotinamide riboside supplementation is well-tolerated and elevates NAD+ in healthy middle-aged and older adults. Nature Communications. 2018;9(1):1286. doi:10.1038/s41467-018-03421-7
-
Conze D, Brenner C, Kruger CL. Safety and metabolism of long-term administration of NIAGEN (nicotinamide riboside chloride) in a randomized, double-blind, placebo-controlled clinical trial of healthy overweight adults. Scientific Reports. 2019;9(1):9772. doi:10.1038/s41598-019-46120-z
-
Grant R, Berg J,"; Mestayer R, et al. A pilot study investigating changes in the human plasma and urine NAD+ metabolome during a 6 hour intravenous infusion of NAD+. Frontiers in Aging Neuroscience. 2019;11:257. doi:10.3389/fnagi.2019.00257
-
de Guia RM, Agerholm M, Nielsen TS, et al. Aerobic and resistance exercise training reverses age-dependent decline in NAD+ salvage capacity in human skeletal muscle. Physiological Reports. 2019;7(12):e14139. doi:10.14814/phy2.14139
-
Cantó C, Auwerx J. Caloric restriction, SIRT1 and longevity. Trends in Endocrinology & Metabolism. 2009;20(7):325-331. doi:10.1016/j.tem.2009.03.008
-
Nakahata Y, Sahar S, Astarita G, Kaluzova M, Sassone-Corsi P. Circadian control of the NAD+ salvage pathway by CLOCK-SIRT1. Science. 2009;324(5927):654-657. doi:10.1126/science.1170803
-
Hou Y, Lautrup S, Cordonnier S, et al. NAD+ supplementation normalizes key Alzheimer's features and DNA damage responses in a new AD mouse model with introduced DNA repair deficiency. Proceedings of the National Academy of Sciences. 2018;115(8):E1876-E1885. doi:10.1073/pnas.1718819115
-
Das A, Huang GX, Bonkowski MS, et al. Impairment of an endothelial NAD+-H2S signaling network is a reversible cause of vascular aging. Cell. 2018;173(1):74-89.e20. doi:10.1016/j.cell.2018.02.008
-
Massudi H, Grant R, Guillemin GJ, Braidy N. NAD+ metabolism and oxidative stress: the golden nucleotide on a crown of thorns. Redox Report. 2012;17(1):28-46. doi:10.1179/1351000212Y.0000000001
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Não substitui consulta médica individualizada. As informações sobre NAD+ refletem o estado atual da ciência, que está em constante evolução. Sempre consulte seu médico antes de iniciar qualquer suplementação.
Publicado em abril de 2026 | Atualizado em abril de 2026 Autora: Dra. Natália Menezes — Geriatra | Medicina de Longevidade Alma Clinic — Limeira/SP | @almaclinic.med
